1. Eu, pecador, confesso a Deus todo-poderoso, à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado São Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado São João Batista, aos santos apóstolos Pedro e Paulo e a todos os santos que pequei muitas vezes por pensamentos, palavras e ações, por minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa. Por isso, peço à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado São Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado São João Batista, aos santos apóstolos Pedro e Paulo, a todos os santos, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor. — 2. Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. Amém. — 3. Indulgência, absolvição e remissão dos nossos pecados nos conceda o Senhor onipotente e misericordioso. Amém.
Latim
1. Confiteor Deo omnipotenti, beatæ Mariæ semper Virgini, beato Michaëli archangelo, beato Ioanni Baptistæ, sanctis apostolis Petro et Paulo et omnibus sanctis, quia peccavi nimis cogitatione, verbo et opere, mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. Ideo precor beatam Mariam semper Virginem, beatum Michaëlem archangelum, beatum Ioannem Baptistam, sanctos apostolos Petrum et Paulum, omnes sanctos, orare pro me ad Dominum Deum nostrum. — 2. Misereatur nostri omnipotens Deus et, dimissis peccatis nostris, perducat nos ad vitam æternam. Amen. — 3. Indulgentiam, absolutionem et remissionem peccatorum nostrorum tribuat nobis omnipotens et misericors Dominus. Amen.
O Confiteor — 'Eu, pecador' — é a oração penitencial que abre a celebração da Missa, praticada na liturgia latina desde pelo menos o século X, expressando o reconhecimento humilde das próprias faltas diante de Deus e de toda a Igreja. Ao confessar que pecamos 'em pensamentos, palavras, atos e omissões', a oração abraça a integralidade da condição humana decaída, ecoando o espírito do salmista: 'Reconheço a minha culpa, meu pecado está sempre diante de mim' (Sl 51,5). A invocação da Virgem Maria, dos anjos, dos santos e dos irmãos presentes recorda que a penitência cristã tem sempre uma dimensão eclesial: o pecado fere a comunhão, e é na comunhão que se recebe o perdão.