1. Jesus dulcíssimo, redentor do gênero humano, vede-nos diante do vosso altar, humildemente prostrados. — 2. Vossos somos, vossos queremos ser, e a fim de podermos estar mais firmemente unidos a vós, eis que cada um de nós hoje se consagra espontaneamente ao vosso sacratíssimo Coração. — 3. Muitos há que nunca vos conheceram; muitos, desprezando os vossos mandamentos, vos têm repudiado. Tende piedade duns e doutros, benigníssimo Jesus, e atraí-os todos para o vosso santo Coração. — 4. Sede rei, Senhor, não somente dos fiéis que nunca se afastaram de vós, mas também dos filhos pródigos que vos abandonaram; fazei-os tornar quanto antes à casa paterna, para que não pereçam de miséria e de fome. — 5. Sede rei dos que vivem iludidos no erro ou separados pela discórdia, e trazei-os ao porto da verdade e à unidade da fé, para que em breve haja um só rebanho e um só pastor. — 6. Conservai incólume, Senhor, a vossa Igreja e dai-lhe uma liberdade segura e sem peias; concedei ordem e paz a todos os povos. — 7. Fazei que dum extremo ao outro da terra ressoe uma só voz: 'Louvado seja o divino Coração pelo qual nos veio a salvação'. A ele honra e glória pelos séculos. Amém.
Latim
1. Iesu dulcissime, Redemptor humani generis, respice nos ad altare tuum humillime provolutos. — 2. Tui sumus, tui esse volumus; quo autem tibi coniuncti firmius esse possimus, en hodie sacratissimo Cordi tuo se quisque nostrum sponte dedicat. — 3. Te quidem multi novere nunquam; te, spretis mandatis tuis, multi repudiarunt. Miserere utrorumque, benignissime Iesu, atque ad sanctum Cor tuum rape universos. — 4. Rex esto, Domine, nec fidelium tantum qui nullo tempore discessere a te, sed etiam prodigorum filiorum qui te reliquerunt: fac ut domum paternam cito repetant, ne miseria et fame pereant. — 5. Rex esto eorum quos aut opinionum error deceptos habet aut discordia separatos eosque ad portum veritatis atque ad unitatem fidei revoca, ut brevi fiat unum ovile et unus pastor. — 6. Largire, Domine, Ecclesiæ tuæ securam cum incolumitate libertatem; largire cunctis gentibus tranquillitatem ordinis. — 7. Perfice, ut ab utroque terræ vertice una resonet vox: 'Sit laus divino Cordi, per quod nobis parta salus'. Ipsi gloria et honor in sæcula. Amen.
A Consagração a Cristo Rei foi composta pelo Papa Pio XI no contexto da encíclica Quas Primas (1925), pela qual instituiu a solenidade de Cristo Rei do Universo, celebrada no último domingo do Ano Litúrgico. O papa escreveu a encíclica em resposta ao avanço do laicismo e dos totalitarismos, proclamando que Cristo é Senhor não apenas das almas individuais, mas de todas as nações e estruturas da sociedade. A consagração exprime o reconhecimento da soberania de Jesus sobre a família, sobre a sociedade e sobre o coração de cada fiel, pedindo que o Seu reinado de justiça e amor se estenda a toda a humanidade. Recitá-la é renovar o compromisso batismal de viver sob o único Senhor que salva.