1. Nós vos damos graças, ó Senhor filantropo, benfeitor de nossas almas, porque também no presente dia nos fizestes dignos dos vossos celestes e imortais Mistérios. Endireitai o nosso caminho, confirmai no vosso temor a todos nós, guardai a nossa vida e tornai seguros os nossos passos, pelas preces e súplicas da gloriosa Teótoco e sempre Virgem Maria e de todos os vossos santos. — 2. Nós vos damos graças, Deus e Pai de Jesus Cristo, nosso Salvador, pelo vosso santo nome, que fizestes habitar em nós, e pelo conhecimento, pela fé, pela caridade e pela imortalidade que nos destes por Jesus, vosso Filho, por meio do qual, Senhor todo-poderoso, Deus de todas as coisas, criastes o mundo e o que nele há, insculpistes a lei em nossas almas e pusestes à disposição dos homens o necessário à vida. Vós, Deus dos nossos santos e inocentes patriarcas, Abraão, Isaac e Jacó, vossos servos fiéis; vós, Deus poderoso e fiel, veraz e honesto em vossas promessas, que enviastes à terra o vosso Cristo Jesus, a fim de que, sendo Deus Verbo e homem, convivesse com os homens como um deles e erradicasse o erro, lembrai-vos por Ele, também agora, da vossa santa Igreja, que adquiristes pelo precioso sangue do vosso Cristo; livrai-a de todo mal e consumai-a na vossa caridade e na vossa verdade, e reuni-nos a todos no vosso reino, que nos haveis preparado.
Latim
1. Gratias agimus tibi, benigne Domine, benefactor animarum nostrarum, quod etiam præsenti die nos dignos fecisti cælestibus tuis et immortalibus Sacramentis. Viam nostram dirige, confirma nos omnes in timore tuo, custodi vitam nostram, tutos fac gressus nostros precibus et supplicationibus gloriosæ Deiparæ et semper Virginis Mariæ et omnium sanctorum tuorum. — 2. Gratias agimus tibi, Deus et Pater Iesu Salvatoris nostri, pro sancto nomine tuo, quod habitare fecisti in nobis, et pro cognitione, fide, caritate et immortalitate quas dedisti nobis per Iesum Filium tuum. Tu, Domine omnipotens, Deus universorum, creasti mundum et quæ sunt in eo per ipsum, et legem insevisti in animabus nostris et victui accommodata præparasti hominibus; Deus sanctorum et inculpatorum patrum nostrorum Abraham, Isaac et Iacob, fidelium servorum tuorum; Deus potens, fidelis et verax et in promissis non mendax, qui misisti in terram Iesum, Christum tuum, ut cum hominibus conversaretur tanquam homo, cum sit et Deus Verbum et homo, utque errorem radicitus evelleret. Ipse et nunc per eum memento huiusce sanctæ Ecclesiæ tuæ, quam acquisisti pretioso sanguine Christi tui, atque eam ab omni malo libera et perfice illam in caritate tua et veritate tua, nosque omnes congrega in regnum tuum quod præparasti.
A oração de pós-comunhão prolonga o encontro eucarístico com Cristo, reconhecendo na contemplação silenciosa e na gratidão a resposta mais digna ao Pão da Vida recebido (Jo 6,51-58). A Didaquê, documento cristão do século I-II, já contém belas orações de ação de graças eucarística que expressam a consciência da Igreja primitiva sobre o mistério celebrado. A liturgia bizantina, com sua profundidade contemplativa, oferece também formulários de pós-comunhão que meditam sobre a transformação operada no fiel que comungou o Corpo e o Sangue do Senhor. Rezar após a Comunhão é permitir que o encontro com Cristo se aprofunde no coração, passando da recepção sacramental à adesão pessoal e total ao Senhor.